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Povos originários exigem participação real nas decisões da COP 30
A COP 30 em Belém, PA, de 10 a 21 de novembro de 2025, foi um evento histórico. Pela primeira vez, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas ocorreu em uma floresta, ambiente crucial para mitigar o aquecimento global. A Amazônia absorve e armazena entre 90 a 140 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, com isso desempenha um papel decisivo na regulação do clima no planeta.
Com a maior e mais qualificada presença indígena em COPs, centenas de representantes de diferentes etnias e biomas levaram ao evento seus conhecimentos ancestrais. As áreas protegidas e os territórios indígenas concentram 61% do carbono florestal capturado, segundo a Agência Brasil. Mesmo assim, tiveram que pressionar os organizadores para serem ser ouvidos, o que finalmente ocorreu após embate caloroso.
“Em uma COP sediada no território indígena amazônico, existe emoção. Se a gente fala que o futuro é ancestral, nada melhor que dar mais espaço para a voz deles”, disse Caetano Scannavino, coordenador do projeto Saúde & Alegria, ong que atua junto às comunidades ribeirinhas no Pará, fornecendo acesso à saúde, educação e saneamento básico..

Dar espaço à mensagem dos povos originários durante a COP 30 foi essencial pois eles possuem sabedoria milenar sobre a natureza, os ciclos naturais e o manejo sustentável, oferecendo alternativas reais à crise climática. Eles trouxeram ao encontro uma visão de “bem viver”, confrontando o modelo de lucro e propondo uma relação mais profunda e respeitosa com o meio ambiente, a fauna e a flora.
Ao exigir participação real nas decisões, os povos originários reforçam que não há solução climática eficaz sem justiça social, respeito aos direitos territoriais e valorização de quem já protege a natureza há séculos.

A ARCA e a mensagem dos povos originários.
Desde 2023 a ARCA Brasil vem aprofundando relações com os povos originários, em especial da etnia Huni Kuin, também conhecida como Kaxinawá, um dos povos indígenas mais importantes da Amazônia brasileira.
Para os Huni Kuin a floresta não é apenas um território físico, mas um espaço espiritual, cultural e de conhecimento. Sua organização social é baseada na coletividade, no respeito aos anciãos e na transmissão oral dos saberes tradicionais. A cultura se expressa fortemente por meio de cantos, pinturas corporais (kene), rituais, mitos e histórias, que carregam ensinamentos sobre o mundo, a natureza e o comportamento humano.
Apoiamos e participamos dessa causa!
A mensagem que ficou na COP30 é que os conhecimentos ancestrais dos povos indígenas, o respeito aos seus territórios, culturas e o manejo sustentável da natureza são indispensáveis para enfrentar a crise climática e preservar flora e fauna do planeta.
Como sempre, nossa função será de fiscalizar e cobrar as autoridades e demais responsáveis. Para isso, conte sempre com a ARCA Brasil.
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